Diretor da NFL defende gramados dos jogos no Brasil

Nick Pappas, Field Director da NFL, explicou como o gramado do jogo de Paris foi trazido de Milão Imagem: Salão Oval

O diretor de campo da NFL, Nick Pappas, defendeu os gramados usados nos jogos da liga no Brasil, que geraram reclamações em diferentes níveis tanto nos dois jogos em São Paulo (2024 e 2025) quanto uma preocupação pré-jogo neste ano no Rio de Janeiro.

Em entrevista à beira do campo do Stade de France, onde Saints e Steelers fazem neste domingo, dia 25, o primeiro jogo da NFL na França, ele foi questionado pelo Salão Oval sobre as críticas aos campos dos estádios de futebol brasileiros. “Mesmo no Brasil, conseguimos cultivar uma grama em que dá para jogar”, respondeu. “O importante é garantir que o campo atenda a um determinado padrão, e isso sempre conseguimos, não importa onde estivemos, seja no Brasil ou aqui na França.”

Pappas explicou que a diferença está no que cada esporte exige do gramado. “O futebol é um esporte de bola no chão. Por isso, a regularidade e a suavidade com que a bola rola são essenciais para o jogo”, afirmou. “Os nossos atletas costumam ser maiores, mais rápidos e aplicam mais força no chão. Então, estabilidade e tração pesam muito mais para nós.” Para ele, garantir a qualidade da base para os jogadores pisarem é “imprescindível”.

Não é moda e sim, gramado: de Milão para Paris

Em Paris, a solução foi trazer a grama de fora. O gramado do Stade de France foi cultivado em Milão, na Itália, e instalado cerca de três semanas e meia antes do jogo. A grama, do tipo bluegrass, veio em rolos transportados por caminhões, numa viagem de cerca de dez horas. Já no estádio, recebeu fibras sintéticas costuradas ao solo e virou um gramado híbrido. “Isso protege a grama de danos e dá aos atletas tração para correr, cortar, parar e se movimentar”, explicou Pappas. O campo ainda recebeu duas partidas de futebol antes de ser preparado para a NFL e conta com luzes de cultivo, que levam raios UV à grama no outono, quando os dias são mais curtos.

Segundo o diretor, que supervisiona os jogos internacionais da NFL desde 2022, o trabalho em Paris foi mais simples do que em outros estádios. Como o campo de futebol americano é mais comprido que o de futebol, a equipe sempre precisa estender o gramado nas extremidades. No Stade de France, a pista de atletismo ao redor do campo deu espaço de sobra para isso. “Estivemos em lugares onde precisamos mudar a elevação ou avançar sobre a primeira fileira de assentos”, contou.

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Editor-chefe do Salão Oval, maior plataforma de mídias destinada ao FABR, Social Media Journalist da FIVB (Federação Internacional de Vôlei) e Social Media Editor para a Premier League (Campeonato Inglês de Futebol). Realizei coberturas nacionais pelas cinco regiões do Brasil e também nos EUA (Mundial de Ohio) e Perú (1º Torneio Guerrero de Los Andes), sempre acompanhando o futebol americano nacional de perto. Narrador e comentarista para o futebol americano nacional em diversas ocasiões (BandSports, Fox Sports e Globo Esporte.com), fui também jogador da Lusa Lions (flag 2008) e do Corinthians Steamrollers (2009 a 2012).

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