
Uma carreira agitada dentro do esporte. Isso se formos falar somente do futebol americano. Caião Pereira, em 2015, estava em um draft paulista e acabou jogando na Lusa, hoje Portuguesa FA. De lá para cá, o defensive tackle conheceu uma carreira meteórica no FABR, dentro do que isso seja possível em nossos parâmetros. Foi campeão brasileiro com o T-Rex em 2016, chegou à Seleção Brasileira em 2017 e teve a oportunidade de atuar na Europa, em 2018. “Tirando o sonho de ir para o Mundial, já tive o prazer de desfrutar tudo no FA”, afirmou. O que faltava mais para o carismático jogador?
“Sempre tive essa vontade, sempre mesmo!”. A vontade é a de ser técnico e os primeiros passos estão sendo dados. “Voltei para a faculdade de Educação Física, depois de 10 anos”. Aos trinta, com três filhos, trabalho e, agora, head coach interino do Black Hawks, além de continuar como destaque da linha defensiva. Como aguentar fazer esses múltiplos papeis em 24 horas? “É corrido, é sacrificante, porém, satisfatório. Mesmo com os estudos, família, ajudar o BH, trabalho, é importante pra minha vida porque me ajuda no quesito amadurecimento. Tudo é uma sincronia”, poetisa o gigante.
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A maior influência… o futebol
Caião foi jogador de futebol, também da defesa, zagueiro. Atuou pelo times Audax, São Bernardo, Juventus e Botafogo de Ribeirão. E é do futebol a maior influência para Caião dentro da nova função, a de também comandar jogadores: “O futebol me ajudou demais! As experiências que eu tive faz com que eu mostre principalmente para os mais jovens o certo e o errado”, explica.
Mas claro, as experiência dos futebol americano também são importantes, e Caião cita três head coaches que o influencia: “Tive o Tidus (Portuguesa), Amadeo (T-Rex) e o Biel, três caras muito bons”.
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Black Hawks pronto para encarar o Rex
O Black Hawks, um dos times que mais galgou passos rumo ao desenvolvimento técnico nos últimos anos, conquistou a vaga para a BFA 2019 ao ser campeão da Conferência Sul da Liga Nacional. Agora, sem head coach após a saída de Rodolfo Negro para o futebol americano espanhol, o time tem seu staff técnico composto de líderes dentro da equipe: Carraro (QBs), Carlos Black (RBs), Lang e Caveira (WRs), Rosinei (OLs), Caião (DLs), Dariel (LBs), Guga (DBs), Russo (ST) e coaches Max, Falcão, Xico e Heron.
Não é segredo para ninguém que a equipe tem o bicampeão brasileiro e atual tetracampeão catarinense como um exemplo a ser seguido… e batido. O T-Rex derrotou o Black Hawks na semifinal do ano passado. E em abril, as duas equipes voltam a se enfrentar neste final de semana, pela fase regular do estadual.
“Derrotar o Rex é um objeto que todos sabemos que não é fácil. Mas não é impossível. O Black Hawks tem um time talentoso e inteligente. Mesmo sem um comandante hoje em nosso “navio” temos bons marinheiros para enfrentar mares agitados. E dia 07 de abril vamos encarar de igual pra igual a equipe de Timbó. Que vença o melhor!”, bradou Caião.
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